04/06/2009 | Homero "Profeta" e a prancha sem quilha


Se você é um surfista que soma... digamos... mais de quatro décadas, você lembra da “Brasil Surf”. Era a revista da vez (não, a “Fluir” ainda nem sonhava em existir). Mas Homero já estava lá. Competia com nomes de peso. Não necessariamente nas ondas – apesar de sempre ter sido surfista dos bons – mas nas salas de shape. E, naqueles idos dos anos 70, a briga pela prancha perfeita era com outros nomes de peso, como Rico e Johnny Rice. E aí? Você vestiu roupa “Gledson”? Camisa “Hang Ten”?  Então você lembra!

Pois enquanto hoje se discute veementemente a volta da quadriquilha, a cabeça do “profeta” Homero não para. No exato momento em que você lê esta matéria, ele,que é uma lenda das ondas brasileiras, faz experimentos vanguardistas – entenda-se (isso mesmo!) uma prancha sem quilhas.

“Ela ainda está em fase experimental. Já consegui surfar bem sem a quilha do meio. Faltam alguns ajustes, mas estou chegando lá”, diz Homero.

O grande segredo está nos orifícios na área da rabeta que você vê nas fotos. Funcionam como um sistema “venturi”, por onde a água passa, como uma corrente líquida através de turbinas.  E o “profeta” é um surfista “das antigas” que nunca deixou de colaborar com o surfe tupiniquim, prova de que a experiência e a alma de um visionário não deixam de marcar presença. Especialmente quando a meta é nosso Santo Graal: a prancha ideal.

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