08/12/2009 | Gigante pela própria natureza


A cena é rara. Uma mãe de baleia-franca com seu filhote na praia de Boiçucanga, no litoral norte paulista. Segundo a bióloga Ph. D. Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, “a população destes cetáceos ocorria ao longo de boa parte da costa brasileira, mas elas foram dizimadas pela caça até quase a extinção, sobrando apenas alguns indivíduos que foram aos poucos retornando ao Brasil, iniciando pelo sul do país. Com o fim da caça e através de campanhas educativas a população de francas está se recuperando e espera-se que voltem a freqüentar a antiga área de ocorrência, que inclui a costa sudeste e o litoral baiano.”

As baleias-francas (Eubalaena australis) podem atingir 18 metros de comprimento e pesar 60 toneladas. Elas realizam grandes migrações anuais, passando o verão na região subantártica – onde se alimentam – e o inverno em águas tropicais mais quentes, onde acasalam e procriam. 

“A recuperação das populações de francas ainda é bastante lenta e não sabemos se de fato elas encontrarão ambiente adequado para retornar às antigas áreas em grande número, pois o litoral já está muito modificado e poluído em diversas regiões. Por isso o registro da aparição esporádica de cada indivíduo é muito importante para nós”, comenta Karina.  

Para curtir toda a imponência e beleza das gigantes sem incomodá-las, aqui vão algumas dicas:

Respeite as distâncias de aproximação embarcada (desligue ou coloque o motor em neutro a 100 metros dos animais) e nunca avance bruscamente em sua direção. Não separe grupos de baleias ou mães de filhotes. Não permaneça junto às baleias por mais de 30 minutos e nunca nade em direção a elas, pois o risco de acidentes é grande. Saiba mais em www.baleiafranca.org.br

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